A Comunicação Estratégica da OTAN (NATO Strategic Communications, StratCom) é o quadro doutrinário que articula, em apoio aos objetivos políticos e militares da Aliança Atlântica, a coordenação integrada de Public Diplomacy, Public Affairs, Military Public Affairs, Information Operations e Psychological Operations, com a finalidade explícita de modelar o ambiente informacional aliado, neutro e adversário por meios transparentes, verazes e atribuíveis.
1. Definição e Escopo
A Comunicação Estratégica da OTAN — NATO Strategic Communications, frequentemente abreviada como StratCom — é uma categoria doutrinária e operacional adotada pela Aliança Atlântica entre 2008 e 2017, codificada em documentos políticos vinculantes e materializada em estrutura institucional (NATO StratCom Centre of Excellence, Riga, 2014). Sua definição oficial, formulada na NATO Strategic Communications Policy (2017), descreve StratCom como “a coordenação e o uso apropriado das atividades e capacidades de comunicação da OTAN — Public Diplomacy, Public Affairs (PA), Military Public Affairs, Information Operations (Info Ops) e Psychological Operations (PsyOps) — em apoio às políticas, operações e atividades da Aliança, e como fim do avanço de seus objetivos”.
O escopo doutrinário é, por construção institucional, defensivo, transparente, atribuível e veraz. Esses quatro atributos distinguem StratCom do conjunto de operações de informação ofensivas (em sentido estrito) e de operações encobertas (em sentido pleno) — distinção que, como se verá no debate teórico, é objeto de literatura crítica importante. A doutrina articula cinco capacidades constitutivas:
- Public Diplomacy — engajamento com audiências externas e domésticas via canais oficiais de Estados-membros, com vistas a promover entendimento e apoio aos valores e políticas da Aliança;
- Public Affairs (PA) — função civil de comunicação da OTAN como organização, dirigida primariamente a mídias e a opinião pública;
- Military Public Affairs — comunicação militar institucional sobre operações, capacidades e doutrina, conduzida sob princípios de transparência e veracidade;
- Information Operations (Info Ops) — coordenação de atividades informacionais em apoio direto a operações militares;
- Psychological Operations (PsyOps) — operações destinadas a influenciar audiências adversárias ou neutras em apoio a objetivos operacionais, com requisito formal de veracidade do conteúdo e de identificação da fonte (princípio aliado, distinto de práticas adversárias).
A integração desses cinco componentes — historicamente fragmentados em estruturas, mandatos e culturas profissionais distintas — é o objeto institucional próprio do StratCom. A doutrina pressupõe simultaneamente o reconhecimento de que o domínio informacional é constitutivo do ambiente operacional contemporâneo e o reconhecimento de que a integridade liberal-democrática da Aliança impõe limites doutrinários explícitos ao tipo de operação informacional que pode ser conduzida.
2. Etimologia e Origem Conceitual
O termo strategic communication combina dois vetores conceituais. Strategic, na linha clausewitziana, designa o nível em que se articulam fins políticos e meios militares, distinto dos níveis operacional e tático. Communication, no quadro pós-McLuhan e no debate contemporâneo de relações internacionais, designa simultaneamente a transmissão informacional, o ato político de interpelação e a constituição mútua dos atores via interação simbólica. Strategic communication opera, na literatura ocidental, em pelo menos três tradições — diplomática (Nye, Cull), corporativa (Argenti) e militar (Tatham, Le Grys) — cuja síntese, no marco OTAN, é tardia.
A genealogia institucional articula três tradições. Primeiro, a tradição de public diplomacy estadunidense pós-1945, codificada no aparato da USIA (United States Information Agency, 1953–1999) e revigorada após 2001 no contexto da “guerra ao terror” — tradição extensivamente estudada por Cull (2019). Segundo, a tradição de propaganda branca/cinza/preta, formalizada na doutrina anglo-americana da Segunda Guerra Mundial e sistematizada por estudos do PSYWAR Center (Fort Bragg, depois Fort Liberty) e por equivalentes britânicos (Tavistock, depois). Terceiro, a tradição diplomática europeia de gestão narrativa multilateral, particularmente densa no aparato britânico (Foreign and Commonwealth Office), francês (Quai d’Orsay), alemão (Auswärtiges Amt) e nórdico.
A síntese OTAN é catalisada por choque empírico específico: a percepção, ao longo das campanhas no Afeganistão (2001–2014) e no Iraque (2003–2011), de que a Aliança vinha perdendo sistematicamente a batalha narrativa em pelo menos três frentes — a frente doméstica (perda gradual de apoio público nas opiniões públicas aliadas), a frente local (incapacidade de comunicar eficazmente com populações em zonas de operação) e a frente adversária (capacidade limitada de contestar narrativas talibãs, jihadistas, baathistas). O documento Communications in Support of Decision-Making: The Comprehensive Approach (NATO, 2009) marca a primeira tentativa institucional de articular resposta.
A inflexão decisiva é dada pela anexação russa da Crimeia em 2014 e pela percepção concomitante de que a OTAN enfrentava ofensiva informacional sistêmica conduzida pela Federação Russa em padrões para os quais o instrumental atlântico estava mal preparado. Em resposta, a OTAN estabelece, em julho de 2014, o NATO Strategic Communications Centre of Excellence em Riga (Letônia), com participação inicial de sete Estados (Letônia, Estônia, Lituânia, Polônia, Itália, Alemanha, Reino Unido) e adesão posterior de Países Baixos, Finlândia, Suécia, Eslováquia, França, Canadá, Estados Unidos e outros. O Centro torna-se núcleo de elaboração doutrinária, de produção analítica sobre desinformação russa, chinesa e iraniana, e de formação de quadros aliados.
3. Desenvolvimento Histórico
A fase pré-institucional (1949–2008) caracteriza-se pela dispersão de funções comunicacionais entre Estados-membros, sem coordenação aliada estruturada. As campanhas balcânicas dos anos 1990 (Bósnia, Kosovo) revelam fricções recorrentes entre Public Affairs militares aliados e capacidades nacionais divergentes. As operações no Afeganistão (a partir de 2001) e no Iraque (a partir de 2003) catalisam o reconhecimento da necessidade de integração.
A fase de codificação inicial (2008–2014) começa com o documento Strategic Communications Policy (PO(2009)0141, abril de 2009) e com a publicação de Communications in Support of Decision-Making (2009). O período é marcado pela consolidação de conceito e por experimentação institucional, com criação de células StratCom em comandos operacionais (ISAF no Afeganistão) e por elaboração de manuais doutrinários iniciais (notadamente o Allied Joint Doctrine for Information Operations, AJP-3.10, e o Allied Joint Doctrine for Psychological Operations, AJP-3.10.1).
A fase de institucionalização plena (2014–2018) corresponde à criação do StratCom COE em Riga e à revisão substantiva da política aliada. A NATO Strategic Communications Policy (2017) é o documento de referência. A Cúpula de Varsóvia (2016) reconhece formalmente a dimensão informacional como teatro de operações e identifica o ambiente informacional como ambiente operacional. Em paralelo, o StratCom COE expande produção analítica — particularmente sobre operações russas no Báltico, na Ucrânia e na Europa Central — com publicações regulares (Robotrolling, Black Market for Social Media Manipulation, Government Responses to Malicious Use of Social Media).
A fase de expansão (2018–2022) corresponde à integração crescente de capacidades de inteligência de fontes abertas (OSINT) e de análise de redes sociais, com adesão crescente do setor acadêmico ao trabalho do StratCom COE. A literatura sobre counter-disinformation expande-se substantivamente — Pamment et al. (2018), Bjola e Pamment (2019), Wardle e Derakhshan (2017) são exemplares. A criação da East StratCom Task Force no Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS, 2015), com o produto EUvsDisinfo, complementa a estrutura aliada, embora com mandato e perímetro distintos.
A fase contemporânea (2022–presente) abre-se com a invasão russa em larga escala da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022. O Strategic Concept 2022, adotado na Cúpula de Madrid em junho de 2022, formaliza a Rússia como “ameaça mais significativa e direta à segurança dos Aliados e à paz e estabilidade na área Euro-Atlântica” e identifica a China como origem de “desafios sistêmicos”. O documento atribui peso doutrinário ampliado à dimensão informacional, ao espaço cibernético, ao espaço hostil e à integração entre instrumentos militares e não militares — incorporando, em vocabulário aliado, o reconhecimento de que a competição informacional é constitutiva da postura defensiva aliada. A adesão da Finlândia (2023) e da Suécia (2024) reforça a centralidade nórdica-báltica do trabalho StratCom.
4. Debate Teórico
O debate sobre o quadro StratCom da OTAN é organizado em torno de três eixos principais.
O primeiro eixo é o da fronteira entre comunicação estratégica e operação informacional. A doutrina OTAN postula distinção nítida entre StratCom (transparente, veraz, atribuível) e operações de informação ofensivas (encobertas, instrumentais, eventualmente decepcionais). Para uma corrente acadêmica — Tatham, Le Grys, e parte da literatura britânica —, a distinção é necessária e operacionalmente sustentável; sem ela, a Aliança perderia legitimidade democrática essencial à sua coesão. Para outra corrente — exemplificada por Bjola e Pamment (2019) e por parte da literatura nórdica —, a fronteira é, na prática, porosa: campanhas de counter-disinformation envolvem necessariamente seleção, framing e amplificação de conteúdo cujo efeito agregado pode ser indistinguível, do ponto de vista da audiência, de operação de influência ofensiva. A discussão dialoga com o debate análogo sobre os limites do public diplomacy (CULL, 2019).
O segundo eixo é o da eficácia agregada do quadro StratCom. Para Pamment et al. (2018) e para a literatura sueca pós-2018, a eficácia de StratCom defensivo depende menos da contestação direta de conteúdo desinformativo específico (que tende a amplificá-lo) do que da construção sistêmica de “resiliência” informacional — capacidade pública de discriminação crítica, redes mediáticas confiáveis, alfabetização informacional. A literatura crítica, por outro lado, observa que esse quadro de “resiliência” pode mascarar fragilidades específicas (em comunidades minoritárias, em audiências jovens, em ecossistemas plataformizados) que demandam intervenções mais ativas, com tensões correlatas em relação à liberdade de expressão.
O terceiro eixo é o do estatuto democrático de StratCom em ambiente liberal. A doutrina OTAN é elaborada para ambiente em que opiniões públicas aliadas são, simultaneamente, audiência primária da comunicação aliada e potenciais alvos de operações adversárias — situação que cria tensão estrutural entre o requisito de transparência da comunicação aliada e o requisito operacional de resposta a operações encobertas adversárias. A literatura europeia pós-2022 sobre o Foreign Information Manipulation and Interference (FIMI) framework articula resposta a essa tensão por meio de distinções analíticas finas (atribuição comportamental, foco em operadores em vez de conteúdo, transparência metodológica) que constituem hoje uma das fronteiras vivas do campo.
5. Casos Documentados
Resposta aliada à anexação da Crimeia (2014–2016). O caso é fundacional para a fase institucional plena do quadro StratCom. A resposta combinou: criação do StratCom COE (julho de 2014), criação da East StratCom Task Force (2015), produção sistemática de análise sobre narrativas russas via EUvsDisinfo, intensificação da Public Diplomacy aliada com Estados bálticos e com Polônia, e revisão doutrinária subsequente (2016–2017). A literatura crítica sublinha que a resposta foi, em larga medida, reativa e desigualmente apropriada por Estados-membros, mas operou consolidação institucional irreversível.
Operações sobre as eleições estadunidenses (2016) e europeias (2017–2019). A interferência documentada de operadores russos nas eleições francesas (2017, Macron Leaks), alemãs (2017), italianas (2018) e em diversas eleições nacionais e europeias (Parlamento Europeu, 2019) catalisou ampliação do trabalho StratCom para o domínio eleitoral. O StratCom COE publica, ao longo de 2017–2019, dezenas de análises sobre padrões de interferência. A coordenação com a East StratCom Task Force, com plataformas (Facebook, Twitter, Google) e com autoridades eleitorais nacionais constitui, no agregado, padrão operacional inédito de resposta multissetorial.
Resposta à invasão russa em larga escala da Ucrânia (2022–presente). A resposta StratCom aliada à guerra na Ucrânia mobiliza a totalidade das capacidades constitutivas. As campanhas incluem: produção sistemática de análise sobre operações russas (Doppelganger, Matryoshka, RRN); coordenação com plataformas para remoção de redes coordenadas atribuídas (Meta removeu, ao longo de 2022–2024, mais de uma dezena de redes Doppelganger); apoio à capacidade ucraniana de comunicação estratégica; coordenação com mídias aliadas para pre-bunking sistemático antes da invasão (24 de fevereiro de 2022, com declarações públicas de inteligência americana e britânica nas semanas anteriores que neutralizaram, em larga medida, narrativas russas de false flag). O caso é hoje o caso paradigmático de StratCom aliado em escala plena.
Operações de counter-disinformation sobre eleições europeias (2024). As eleições para o Parlamento Europeu de junho de 2024 foram objeto de coordenação StratCom aliada inédita, com participação de StratCom COE, EEAS, ENISA, Comissão Europeia (Digital Services Act), autoridades eleitorais nacionais e plataformas signatárias do Código de Conduta sobre Desinformação. A escala do esforço, e a sua articulação com instrumentos regulatórios novos (DSA), constitui inflexão institucional importante.
Resposta a operações chinesas e iranianas. Embora o foco majoritário do StratCom aliado tenha sido a Rússia, a literatura recente do StratCom COE expande sistematicamente a cobertura sobre operações chinesas (com publicações dedicadas ao caso Spamouflage Dragon, ao caso TikTok, ao caso Confúcio) e sobre operações iranianas (com cobertura crescente pós-2023 da articulação informacional do “Eixo da Resistência” na guerra em Gaza).
6. Implicações para o Contexto Brasileiro
O Brasil não é Estado-membro da OTAN, e mantém relacionamento institucional com a Aliança Atlântica de baixa densidade — distinto, por exemplo, do estatuto de parceiros globais (Austrália, Coreia do Sul, Japão, Nova Zelândia) e do estatuto de parceiros do Mediterranean Dialogue ou Istanbul Cooperation Initiative. A interação direta com o StratCom COE de Riga é, em consequência, restrita a cooperação acadêmica pontual e a participação eventual em conferências e exercícios.
Contudo, a relevância do quadro doutrinário StratCom para o Brasil é dupla, e crescentemente reconhecida em círculos analíticos brasileiros. Primeiro, como referência comparada para a elaboração de quadro doutrinário próprio: o conjunto de literatura, manuais, protocolos e ferramentas analíticas desenvolvidas pelo StratCom COE constitui hoje a base mais sistemática internacionalmente disponível para institucionalização de respostas estatais a operações de influência estrangeiras. Segundo, como objeto analítico: parte do debate público brasileiro sobre operações de influência inscreve-se, frequentemente sem que isso seja explicitado, em vocabulário derivado direta ou indiretamente do quadro OTAN — fato que demanda, por parte da academia brasileira, capacidade crítica para apropriar instrumentos analíticos aliados sem reproduzir, acriticamente, suas premissas estratégicas.
Do ponto de vista da capacidade institucional brasileira, há iniciativas em desenvolvimento. O Ministério da Defesa publicou, em 2014, o Manual de Campanha EB20-MC-10.213 — Operações de Informação, que articula vocabulário equivalente a Info Ops e PsyOps OTAN, com adaptações ao contexto brasileiro. O Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) concentra capacidade técnica defensiva, com produção doutrinária crescente. A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) opera, em recorte parcial, análise sobre operações de influência estatal estrangeira. O Tribunal Superior Eleitoral, particularmente entre 2022 e 2024, desenvolveu capacidade institucional inédita de resposta a desinformação eleitoral — em diálogo, em vários momentos, com instrumentos europeus (DSA, Código de Conduta) e com a Comissão Europeia.
As lacunas doutrinárias são significativas. Não há, no marco brasileiro, equivalente institucional ao StratCom COE — centro técnico-doutrinário articulando produção analítica, formação de quadros e cooperação interinstitucional. A literatura acadêmica brasileira sobre comunicação estratégica em sentido OTAN é restrita: produções como as do NEGISC/GEPSI/IREL/UnB, do IPRI/FUNAG, da ESG (Escola Superior de Guerra), e de centros como o Centro de Estudos em Segurança Internacional e Defesa do CEBRI ainda têm penetração limitada no ciclo decisório. A formação militar brasileira incorpora os conceitos de Public Affairs, Info Ops e PsyOps em graus variáveis, com base doutrinária mais próxima à tradição estadunidense (FM 3-13) do que à síntese aliada OTAN.
Casos relevantes para o contexto brasileiro incluem: o trabalho do StratCom COE sobre operações russas e chinesas, apropriado por equipes de pesquisa brasileiras (NetLab/UFRJ, LAUT, MonitorDigital) na análise de fenômenos análogos no Brasil; a participação brasileira em diálogos OTAN-Brasil pontuais (visitas oficiais, conferências técnicas) que abriram canais de cooperação acadêmica; e a janela aberta pelo conflito em Gaza pós-2023 e pela guerra na Ucrânia, que elevou a saliência doméstica brasileira de operações de influência sem ter sido seguida de elaboração doutrinária pública proporcional. A questão estratégica de longo prazo — em que medida o Brasil pode e deve construir capacidade doutrinária própria, distinta tanto do modelo OTAN quanto dos modelos russo, chinês e iraniano — constitui hoje uma das fronteiras vivas do debate brasileiro em segurança informacional.
7. Ver Também
- Guerra Informacional
- Operações de Informação
- Ameaças Híbridas
- Guerra Psicológica
- Desinformação
- Propaganda Computacional
- Microtargeting
- Doutrina Russa de Guerra Informacional
- Guerra Política Chinesa (PLA)
- Operações de Influência Iranianas
8. Referências
BJOLA, Corneliu; PAMMENT, James (Orgs.). Countering Online Propaganda and Extremism: The Dark Side of Digital Diplomacy. London: Routledge, 2019.
CULL, Nicholas J. Public Diplomacy: Foundations for Global Engagement in the Digital Age. Cambridge: Polity Press, 2019.
NATO. Communications in Support of Decision-Making: The Comprehensive Approach. Brussels: North Atlantic Treaty Organization, 2009.
NATO. Strategic Concept 2022. Brussels: North Atlantic Treaty Organization, 2022.
NATO STRATEGIC COMMUNICATIONS CENTRE OF EXCELLENCE. NATO Strategic Communications Policy. Riga: NATO StratCom COE, 2017.
PAMMENT, James et al. Countering Information Influence Activities: A Handbook for Communicators. Lund: Lund University; Karlstad: Swedish Civil Contingencies Agency (MSB), 2018.
Verbete submetido ao NEGISC — Núcleo de Estudos em Guerra Informacional e Segurança Cognitiva / GEPSI / IREL / UnB. Licença CC BY-SA 4.0.