As operações de influência iranianas constituem o conjunto integrado de atividades informacionais, psicológicas e cibernéticas conduzidas pela República Islâmica do Irã — diretamente por órgãos estatais ou indiretamente por proxies regionais — com vistas a modelar o ambiente decisório de adversários regionais e extrarregionais, a sustentar narrativas legitimadoras do regime junto a audiências domésticas e diaspóricas, e a contestar a hegemonia informacional ocidental e israelense.


1. Definição e Escopo

As operações de influência iranianas integram-se a uma arquitetura estratégica peculiar, em que a doutrina informacional articula-se simultaneamente à teologia política do velāyat-e faqih (a autoridade do jurista islâmico), à doutrina de “defesa em profundidade estratégica” do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), e ao quadro mais amplo de “guerra branda” (جنگ نرم, jang-e narm) — termo cunhado pelo Aiatolá Khamenei em 2009, no contexto do Movimento Verde, para designar o que o regime entende ser ofensiva sistêmica ocidental de natureza cultural, mediática e ideológica contra a República Islâmica.

O escopo das operações articula três dimensões principais. A dimensão doméstica opera sobre a população iraniana e sobre a diáspora, com objetivo de legitimar o regime, neutralizar dissenso, e manter coesão ideológica — empregando-se para tal o aparato do IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting), a rede de mesquitas e madrassas, e os instrumentos digitais da Basij (milícia paramilitar e simultaneamente aparato de mobilização cultural, estudada por GOLKAR, 2015). A dimensão regional opera sobre o Oriente Médio e sobre o “Eixo da Resistência” — articulação informacional com Hezbollah (Líbano), Hamas e Jihad Islâmica (Palestina), Houthis/Ansar Allah (Iêmen), milícias xiitas iraquianas (Kata’ib Hezbollah, Asa’ib Ahl al-Haq, Harakat Hezbollah al-Nujaba) e milícias na Síria —, com objetivos sobrepostos de projeção sectária xiita, contestação do alinhamento sunita-saudita e dissuasão de Israel. A dimensão extrarregional opera sobre audiências ocidentais, sul-asiáticas, africanas e latino-americanas, com objetivos de erosão de coalizões de sanção, contestação narrativa em foros multilaterais (ONU, Conselho de Direitos Humanos), e modelagem do debate diaspórico.

A dimensão técnica é conduzida por múltiplos atores institucionais. O IRGC, particularmente a sua Força Quds (نیروی قدس) — responsável por operações extraterritoriais — e a sua organização cibernética interna; o Ministério da Inteligência e Segurança (MOIS / VEVAK); o Conselho Supremo do Ciberespaço (شورای عالی فضای مجازی, estabelecido em 2012); e o aparato civil articulado pela Organização de Propaganda Islâmica (Sazman-e Tablighat-e Eslami). Grupos APT atribuídos ao Irã pela comunidade de inteligência cibernética — APT33 (Elfin/Refined Kitten), APT34 (OilRig/Helix Kitten), APT35 (Charming Kitten/Phosphorus), APT39 (Chafer/Remix Kitten) — integram operações ofensivas técnicas com componente de influência.


2. Etimologia e Origem Conceitual

Não há, no vocabulário oficial iraniano, termo doutrinário único e codificado equivalente a informatsionnoye protivoborstvo (russo) ou a sān zhàn (chinês). A constelação semântica é composta de pelo menos três termos. Jang-e narm (جنگ نرم, “guerra branda”) designa a ofensiva ocidental percebida — não as próprias operações iranianas. Defā’-e narm (دفاع نرم, “defesa branda”) designa a resposta institucionalizada do regime à percebida guerra branda — formulada doutrinariamente entre 2009 e 2015 e materializada em currículos universitários (notadamente nos cursos de “estudos estratégicos” das universidades vinculadas ao IRGC, como a Universidade Imam Hossein) e em organizações dedicadas (Centro de Documentação e Resistência Islâmica, Centro de Estudos Estratégicos do Conselho de Conveniência). Sarbāz-e jang-e narm (سرباز جنگ نرم, “soldados da guerra branda”) é o vocabulário com que o regime se refere aos quadros — clérigos, professores, jornalistas, operadores digitais — encarregados da defesa cultural-ideológica.

A genealogia conceitual articula quatro tradições. Primeiro, a tradição revolucionária do jihad cultural (جهاد فرهنگی, jihād farhangī), formulada pelo Aiatolá Khomeini ao longo dos anos 1980 como complemento ao jihad militar, e institucionalizada na Revolução Cultural Iraniana (1980–1983) e no Conselho Supremo da Revolução Cultural (Shora-ye Aali-ye Enghelab-e Farhangi). Segundo, a tradição xiita clássica de prudência defensiva (taqīyya) e de ocultação estratégica, ressignificada no contexto da diplomacia revolucionária. Terceiro, a tradição soviética de medidas ativas, incorporada ao MOIS via cooperação técnica nos anos 1980 e 1990. Quarto, a apropriação tardia (a partir dos anos 2000) do vocabulário ocidental de information warfare e de cyber operations, reinterpretado no quadro autóctone.

A inflexão decisiva é dada por dois eventos. O primeiro é o Movimento Verde de 2009, em que o regime experimentou pela primeira vez ofensiva mediática descentralizada conduzida em plataformas digitais (Twitter, YouTube, blogs persas) por opositores domésticos e por diáspora — interpretada por Khamenei como aplicação ocidental de soft power ofensivo. O segundo é a operação Stuxnet (descoberta em 2010), atribuída a cooperação americano-israelense, que constituiu, para o regime iraniano, evidência empírica da necessidade de capacidade cibernética ofensiva e defensiva autônoma. Os dois eventos convergem na doutrina de “defesa branda” formulada no triênio 2010–2013 e na expansão acelerada de capacidade cibernética e mediática.


3. Desenvolvimento Histórico

A fase fundacional (1979–1989) corresponde à institucionalização do aparato revolucionário e à projeção regional inicial. A IRIB é nacionalizada em 1979; a Organização de Propaganda Islâmica é criada em 1981; a Força Quds é criada em 1990, mas seus antecedentes operacionais remontam ao apoio iraniano à fundação do Hezbollah em 1982. A guerra Irã-Iraque (1980–1988) consolida narrativas de martirologia, jihad defensivo e exceção revolucionária que estruturam o vocabulário oficial até hoje.

A fase de expansão regional (1989–2009) corresponde ao período Rafsanjani-Khatami-início Ahmadinejad, em que se consolidam o aparato de soft power xiita (al-Manar TV no Líbano, fundada em 1991 e expandida internacionalmente; al-Alam TV em árabe, fundada em 2003; Press TV em inglês, fundada em 2007; HispanTV em espanhol, fundada em 2011) e a infraestrutura de proxies regionais. O período é marcado por relativa abertura mediática doméstica (era reformista) seguida de fechamento progressivo na era Ahmadinejad.

A fase de codificação doutrinária (2009–2015) corresponde à resposta ao Movimento Verde e ao Stuxnet. Cria-se o Conselho Supremo do Ciberespaço (2012); expande-se o Exército Cibernético Iraniano (associado ao IRGC); formaliza-se a doutrina de defesa branda em documentos do Conselho Supremo da Revolução Cultural. As operações Shamoon contra a Saudi Aramco (2012, malware atribuído ao Irã, com 30 mil estações de trabalho corrompidas) e os ataques DDoS contra bancos estadunidenses (Operation Ababil, 2012–2013) marcam o salto qualitativo da capacidade técnica.

A fase de operações em redes ocidentais (2015–2020) corresponde à conduta sustentada de operações em Twitter, Facebook e YouTube, documentadas em larga escala por relatórios de transparência das plataformas e por equipes acadêmicas. Em agosto de 2018, Facebook e Twitter removeram, em ação coordenada, centenas de contas associadas à rede “Liberty Front Press” — operação atribuída a operadores ligados ao IRIB e ao MOIS, com sites falsificados (BeforeIts, AWDnews) que se apresentavam como veículos independentes ocidentais e progressistas, com alcance documentado em diáspora iraniana, em comunidades muçulmanas ocidentais e em comunidades de esquerda alternativa estadunidense e europeia (FRENKEL; DECKER, 2018; SIKOS; DOYLE, 2019).

A fase contemporânea (2020–presente) corresponde a operações sustentadas em torno de eventos catalíticos: a pandemia de COVID-19 (operações sobre narrativas anti-vacina e anti-Ocidente), o assassinato de Qasem Soleimani (3 de janeiro de 2020, com campanhas coordenadas de vingança simbólica), os protestos Mahsa Amini (2022–2023, com operações domésticas intensivas de contranarrativa), e a guerra em Gaza pós-7 de outubro de 2023 (operações sobre audiências árabes, ocidentais, latino-americanas e africanas, em coordenação com proxies do “Eixo da Resistência”). Relatórios da Microsoft Threat Analysis Center, do Mandiant, do Citizen Lab e da Recorded Future documentam, ao longo de 2023–2024, dezenas de operações cibernéticas e informacionais atribuídas a APTs iranianos.


4. Debate Teórico

O debate sobre operações iranianas é organizado em torno de três eixos principais.

O primeiro eixo é o da escala efetiva e da eficácia das operações. Para uma corrente analítica — exemplificada por Sikos e Doyle (2019) e por relatórios da Foundation for Defense of Democracies —, a escala e a sofisticação iranianas são frequentemente subestimadas em comparação com a atenção dada às operações russas e chinesas, e o alcance das operações em comunidades muçulmanas, em diásporas iranianas e em comunidades de esquerda alternativa é maior do que sugere o discurso ocidental dominante. Para outra corrente, a eficácia agregada é limitada pela qualidade técnica relativamente baixa (em comparação com APTs russos e chineses), pela tradução cultural deficiente em audiências ocidentais, e pela dependência operacional de proxies cuja agenda nem sempre converge com a iraniana. Bradshaw e Howard (2017), em estudo comparativo, situam o Irã em tier intermediário, abaixo de Rússia e China, mas acima da maioria dos demais Estados com programas de manipulação documentados.

O segundo eixo é o das relações entre o Estado iraniano e os proxies. A questão é se as operações dos proxies devem ser tratadas como extensão direta da agência iraniana — leitura predominante na literatura israelense e estadunidense — ou como articulação mais frouxa em que cada proxy mantém autonomia estratégica significativa. A discussão é particularmente saliente no caso do Hezbollah, cujas operações mediáticas (al-Manar, redes em árabe, presença latino-americana) precedem em décadas a codificação da defesa branda iraniana, e cuja agência estratégica é objeto de literatura extensa (Norton, Levitt). A guerra em Gaza pós-2023 reabriu o debate em torno dos Houthis e do Hamas.

O terceiro eixo é o do estatuto normativo das operações domésticas. As operações dirigidas à população iraniana — censura digital sistemática (operada via Authority of Information Filtering, com filtragem permanente de Twitter, Facebook, YouTube, Telegram), operações de vigilância (operadas via IRGC e MOIS), instrumentalização do aparato cultural — situam o Irã em padrão de “estado autoritário-informacional” estudado pela literatura sobre digital authoritarianism (Polyakova, Meserole). A questão analítica é se essas operações domésticas devem ser tratadas como dimensão constitutiva das operações de influência externas — leitura defendida por Golkar (2015) e pela ODNI (2020) — ou como categoria analítica distinta.


5. Casos Documentados

Operações da rede Liberty Front Press (2017–2018). Operação multivetorial atribuída a operadores ligados ao IRIB, articulando sites falsificados (Liberty Front Press, US Journal, Real Progressive Front), contas coordenadas em Facebook, Twitter, Instagram e YouTube, com conteúdo dirigido a comunidades muçulmanas ocidentais, a diáspora iraniana e a comunidades de esquerda alternativa. Em agosto de 2018, Facebook removeu 652 contas, páginas e grupos; Twitter removeu 770 contas; YouTube removeu canais associados. Documentação em Frenkel e Decker (2018) e em Sikos e Doyle (2019).

Operações de hack-and-leak contra alvos diplomáticos e governamentais. APTs iranianos têm conduzido, ao longo de 2018–2024, dezenas de operações de intrusão seguidas de vazamento seletivo. Casos paradigmáticos incluem o vazamento de e-mails do Departamento de Estado em 2019 (atribuído a APT34/OilRig), a operação contra a campanha Trump em 2024 (atribuída a APT42, com vazamentos seletivos para mídia ocidental), e operações contra alvos diplomáticos em torno das negociações nucleares JCPOA. A integração entre dimensão técnica e dimensão informacional segue padrão análogo ao russo, com escala e sofisticação menores mas com agilidade adaptativa relevante.

Operações em torno da guerra em Gaza (2023–presente). A partir de 7 de outubro de 2023, operações documentadas pelo Microsoft Threat Analysis Center, pela Recorded Future e pelo Atlantic Council DFRLab mostram coordenação informacional entre operadores iranianos diretos e operadores associados a Hezbollah, Hamas e Houthis. As operações articulam: amplificação de narrativas humanitárias dirigidas a audiências ocidentais; produção de conteúdo bilíngue (árabe-inglês, persa-inglês) para diásporas; campanhas de pressão sobre governos europeus e latino-americanos para condenação de Israel; e operações de hack-and-leak contra contractors israelenses e empresas associadas a fornecimento militar a Israel.

Operações sobre a diáspora iraniana. O regime opera, há décadas, vigilância sistemática sobre a diáspora — particularmente em Londres, Los Angeles (“Tehrangeles”), Paris e Berlim. A operação contra jornalistas da Iran International em Londres (2022–2023), com tentativas documentadas de assassinato físico (atribuídas ao IRGC pelo MI5 e pelo Met), exemplifica a articulação entre operação informacional (deslegitimação) e operação cinética (coerção física). Casos análogos foram documentados no Canadá (Operação ABACUS, 2023), na Suécia, na Alemanha e nos Estados Unidos.

Operações domésticas durante o levante Mahsa Amini (2022–2023). A morte de Mahsa Amini em 16 de setembro de 2022 desencadeou o maior ciclo de protestos no Irã desde 2009. O regime respondeu com: blackout completo de Internet em diversas regiões e provedores; intensificação massiva de operações da Basij em redes domésticas remanescentes; campanhas de contranarrativa atribuindo a mobilização a operações ocidentais (Estados Unidos, Reino Unido, Israel) e a “agentes da guerra branda”; e operações específicas de identificação e perseguição de operadores diaspóricos. Documentação em Article 19, Iran Human Rights, e Citizen Lab.


6. Implicações para o Contexto Brasileiro

A exposição brasileira direta a operações de influência iranianas é, em comparação com a russa e a chinesa, mais restrita em escala mas mais singular em vetor. O Brasil mantém com o Irã relacionamento diplomático contínuo desde os anos 1960, com adensamento desde os anos 2000 — particularmente sob os governos Lula da Silva (mediação no acordo de Teerã de 2010, com a Turquia), Rousseff e novamente Lula (2023–presente, com ingresso pleno do Irã no BRICS expandido em janeiro de 2024). A presença mediática iraniana institucional no Brasil é restrita a HispanTV (em espanhol, com alguma circulação na América Latina) e a inserções pontuais de Press TV; não há equivalente em português a CGTN-Português ou a Sputnik Brasil.

A exposição mais consequente articula-se em três vetores. Primeiro, a dimensão diaspórica: a comunidade muçulmana brasileira (estimativas variam entre 200 mil e 1,5 milhão de pessoas, com a maior comunidade concentrada em São Paulo, Foz do Iguaçu e Curitiba) inclui componente xiita relevante, com presença institucional via centros culturais (notadamente o Centro de Difusão do Islã para a América Latina, em São Paulo) e mesquitas vinculadas a redes do Líbano e do Irã. Segundo, a Tríplice Fronteira (Brasil-Paraguai-Argentina), foco persistente de atenção da inteligência brasileira e regional desde os atentados à AMIA em Buenos Aires (1994) — sobre os quais a Justiça argentina, em 2024, declarou formalmente atribuição ao Irã —, e sobre a qual há literatura específica que documenta presença operacional e financeira atribuída ao Hezbollah. Terceiro, a dimensão geopolítica multilateral, com modulação coordenada de posições brasileiras em foros multilaterais (BRICS, ONU, Conselho de Direitos Humanos) sobre Israel, sanções, programa nuclear iraniano e definição de terrorismo.

Do ponto de vista da capacidade brasileira de resposta, a arquitetura institucional é parcialmente desenvolvida. A ABIN, particularmente no recorte de contraterrorismo, mantém produção analítica sobre presença iraniana e Hezbollah na América do Sul, com cooperação documentada com serviços parceiros (notadamente argentinos, paraguaios, israelenses, estadunidenses). A Polícia Federal, via operações como Trapiche (2023, com prisão de operadores associados ao Hezbollah em planejamento de atentado contra alvos judaicos em São Paulo, em coordenação informacional com o Mossad e com o FBI), demonstra capacidade reativa em dimensão cinético-terrorista, com componente informacional secundário. O Ministério das Relações Exteriores opera diplomacia bilateral sofisticada, mas o instrumental sobre operações de influência iranianas é restrito.

As lacunas regulatórias são consequentes. A Lei nº 13.260/2016 (Lei Antiterrorismo) opera com definição estreita que não captura operações informacionais associadas a proxies; a Lei nº 14.197/2021 opera no recorte estritamente eleitoral; não há marco regulatório específico para operações de influência estatal estrangeira fora desses recortes. A literatura acadêmica brasileira sobre operações iranianas é restrita a círculos de inteligência e a poucos centros (NEGISC/GEPSI/IREL/UnB, Núcleo de Estudos do Oriente Médio da USP, Programa de Estudos Estratégicos da UFRGS); a tradução de literatura primária persa para o português é praticamente inexistente; a formação de analistas com competência em persa e em árabe é estruturalmente deficiente.

Casos documentados na América Latina incluem: as investigações pós-AMIA reabertas em 2015 (Caso Nisman) e os desdobramentos de 2024; a operação Trapiche no Brasil (2023); operações de financiamento atribuídas ao Hezbollah na Venezuela (relatórios CSIS, OFAC, AS/COA, 2019–2024); operações informacionais HispanTV em torno da crise venezuelana, da crise nicaraguense e do conflito em Gaza; e a expansão diplomática iraniana na Bolívia (2023), na Nicarágua e em Cuba. A janela aberta pelo conflito em Gaza pós-2023 e pelo ingresso iraniano no BRICS elevou a saliência regional sem ter sido seguida, no Brasil, de elaboração doutrinária pública proporcional.


7. Ver Também


8. Referências

BRADSHAW, Samantha; HOWARD, Philip N. Troops, Trolls and Troublemakers: A Global Inventory of Organized Social Media Manipulation. Oxford: Oxford Internet Institute, 2017.

FRENKEL, Sheera; DECKER, Ben. Hundreds of Disinformation Accounts Linked to Iran Deleted by Facebook and Twitter. The New York Times, Nova York, 21 ago. 2018.

GOLKAR, Saeid. Captive Society: The Basij Militia and Social Control in Iran. Washington: Woodrow Wilson Center Press, 2015.

ROTH, Yoel; HARVEY, Connie Moon. Automation and the use of multiple accounts. Twitter Transparency Report, San Francisco, 2018-2023.

SIKOS, Dustin; DOYLE, Jason. Iran’s Influence Operations: Strategic Intent and Capabilities. Washington: Foundation for Defense of Democracies, 2019.

UNITED STATES. Office of the Director of National Intelligence. Iran’s Influence Operations. Washington: ODNI, 2020.


Verbete submetido ao NEGISC — Núcleo de Estudos em Guerra Informacional e Segurança Cognitiva / GEPSI / IREL / UnB. Licença CC BY-SA 4.0.