O NEGISC mantém um acervo da produção brasileira sobre informação, cognição e conflito: manuais militares, teses e monografias das escolas de comando, artigos acadêmicos e um conjunto menor de textos de divulgação. Esta página é o índice comentado desse acervo.

A biblioteca existe por uma razão de pesquisa. A guerra cognitiva chega ao Brasil por tradução, depois de 2020, mas a produção nacional sobre informação como instrumento de poder é anterior ao rótulo em duas décadas. Quem quiser entender o que o país já pensava sobre o assunto precisa ler o que foi escrito com outro vocabulário: operações psicológicas, guerra de informação, guerra híbrida, zona cinza.

58 arquivos, 57 títulos. Um arquivo é cópia de estudo de uma obra comercial, acompanhada da resenha correspondente.

EixoTítulosO que reúne
Operações Psicológicas20O manual C 45-4 e a produção das escolas sobre a atividade clássica
Guerra de Informação21Doutrina cibernética conjunta, operações de informação, teses universitárias
Guerra Híbrida6Recepção do conceito, Crimeia, e a obra de Leirner
Zona Cinza6Doutrina, direito internacional e o caso mexicano
Desinformação4A tese da EGN e os estudos de pandemia

Por onde começar

O acervo é grande e desigual. Para quem não sabe onde entrar, há um programa de leitura em quatro trilhas, montado a partir do canon do núcleo e do syllabus da disciplina de guerra cognitiva da EGN/PPGEM (2026): entrar no campo, tradições doutrinárias, casos e evidência, e as leituras que criticam o próprio conceito.


O que o conjunto mostra

Quatro observações medidas sobre os 58 arquivos, todas verificáveis no acervo.

A produção é de escola militar, não de universidade. Vinte e sete títulos vêm de escolas de comando — Escola de Guerra Naval (13), ECEME (5), EsAO (4), AMAN (3), ESG (1) e Escola Superior de Defesa (1). Doze vêm de universidades e os demais são artigos sem vínculo institucional na capa. A Escola de Guerra Naval sozinha responde por quase um quarto do acervo: é o principal produtor nacional sobre o tema.

O vocabulário é anterior ao conceito. O documento mais antigo é o manual de Operações Psicológicas de 1999; a série se adensa a partir de 2014 e tem pico em 2020, com 12 títulos. Nenhum trabalho do acervo se intitula estudo de guerra cognitiva.

A palavra “cognitivo” quase não aparece. Nos seis primeiros páginas de cada arquivo, “psicológic-” ocorre em 31 dos 58 documentos, “híbrid-” em 13, “desinforma-” em 6 e “cognitiv-” em 3. É a medida local do argumento que o núcleo desenvolve: o Brasil produziu muito sobre o objeto e pouco com o nome que o objeto recebeu depois.

A cobertura é desigual. Não há estudo sobre a doutrina chinesa além de um trabalho sobre San Zhan, nenhum sobre operação cognitiva russa em fonte primária e nenhum sobre a dimensão algorítmica da desinformação fora dos três artigos de pandemia. As lacunas do acervo são, elas mesmas, uma agenda de pesquisa.


Como o índice foi feito

Cada título foi identificado no próprio documento — capa, folha de rosto e resumo —, não pelo nome do arquivo. A classificação por tipo (manual, tese, dissertação, monografia, artigo, texto de divulgação) segue o que a peça declara de si. As referências foram conferidas em outubro de 2026 contra a página do veículo ou o registro bibliográfico quando disponível; nos títulos em que o veículo não foi localizado, a entrada declara a pendência em vez de supor a revista. Links para a fonte oficial aparecem apenas quando verificados.

Os arquivos não são publicados aqui. A maior parte é de obras protegidas, e algumas circulam em cópias de proveniência não verificável. O índice existe para tornar o acervo localizável e citável; a consulta ao arquivo é feita com a coordenação do núcleo, para pesquisa.


Como citar esta biblioteca

NEGISC — Núcleo de Estudos em Guerra Informacional e Segurança Cognitiva. Biblioteca doutrinária. Brasília: GEPSI/IREL/UnB, 2026. Disponível em: https://negisc.com.br/biblioteca. Acesso em: [data].


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