Guerra Híbrida

O eixo em que a produção brasileira mais se aproxima do debate internacional. Reúne a recepção do conceito nas escolas de comando, dois estudos de caso sobre a Rússia e a obra que trouxe a discussão para a política brasileira.

6 títulos em 7 arquivos: cinco trabalhos acadêmicos e uma obra de referência, acompanhada da resenha que a apresentou ao público. A contagem por arquivo é 7; por título, 6.

Os arquivos não são publicados neste site. Cada entrada identifica a instituição, o ano e a paginação para que a versão oficial possa ser localizada na fonte. A cópia de estudo permanece no acervo interno do núcleo.


Teses e dissertações

A guerra sem baixas — PENHA, Igor Vinicius Simões. A guerra sem baixas: o papel das operações psicológicas no moderno conceito de guerras híbridas — estudo de caso da anexação da Crimeia em 2014. Dissertação (Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores) — Escola de Guerra Naval, Rio de Janeiro, 2019. 69 p.

Analisa o papel das operações psicológicas dentro de uma guerra híbrida, reconstrói as correntes estratégicas que informam o conceito e examina como a Rússia o emprega na busca por retomada de protagonismo geopolítico. É a peça que liga os eixos de operações psicológicas e guerra híbrida neste acervo.

Aplicação da guerra híbrida pela Rússia: Ucrânia e Síria — PINA FILHO, Saulo Xavier de. Aplicação da guerra híbrida pela Rússia: os métodos empregados pela Rússia na Ucrânia e na Síria — um estudo comparativo. Dissertação (Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores) — Escola de Guerra Naval, Rio de Janeiro, 2020. 57 p.

Compara similaridades e singularidades entre as duas intervenções, na moldura temporal de 2014 e 2015. Útil para separar o que é doutrina do que é adaptação ao teatro.


Artigos

A guerra omnidimensional — MOTA, Rui Martins da; AZEVEDO, Carlos E. Franco. A guerra omnidimensional: novas concepções do pensamento estratégico militar. Revista da Escola Superior de Guerra, Rio de Janeiro, v. 27, n. 55, p. 55-68, 2012.

Critica a periodização da guerra em gerações por ser retrospectiva, e propõe a noção de guerra omnidimensional. É a formulação brasileira que antecede o vocabulário híbrido em quatro anos, e por isso peça-chave da genealogia nacional.

Anexação da Crimeia — NOSCHANG JUNIOR, Julio Cesar; LOURENÇÃO, Humberto. Anexação da Crimeia: uma análise do soft power e da guerra de quarta geração. In: 3º Seminário de Relações Internacionais da ABRI, Florianópolis, 2016. 12 p.

Sustenta que a anexação pode ser caracterizada como guerra de quarta geração, com uso de táticas irregulares. Produção da UNIFA, fora do circuito das escolas de comando.

Guerra híbrida cibernética: Rússia-Ucrânia (2014-2016) — CASALUNGA, Fernando Henrique. Guerra híbrida cibernética: uma análise do conflito Rússia-Ucrânia (2014-2016) sob a perspectiva da tecnologia da informação. Artigo, 18 p.

Aplica a análise de dependência de trajetória para explicar a complexidade do modus operandi russo. Veículo de publicação a confirmar.


Obra de referência

O Brasil no espectro de uma guerra híbrida — LEIRNER, Piero C. O Brasil no espectro de uma guerra híbrida: militares, operações psicológicas e política em uma perspectiva etnográfica. São Paulo: Alameda, 2020. 365 p.

O livro que deslocou o conceito do campo militar para a política brasileira. Leirner parte da desnaturalização do Estado como máquina de domesticação da guerra e mostra como as batalhas invadem o campo da política, não por anomalia deste, mas por estarem ligadas a ele desde a formação do Estado brasileiro. É a obra mais citada na pesquisa do núcleo sobre recepção do vocabulário híbrido no Brasil.

Sobre o exemplar. O acervo guarda uma cópia de estudo de circulação informal, sem proveniência editorial verificável. A obra é comercial e deve ser consultada na edição da Alameda; a referência acima é a fonte. O acervo também contém a resenha de Sayd Mansur, O Brasil no espectro de uma guerra híbrida (13 p.), publicada em veículo acadêmico, que apresenta o argumento do livro e é a via de acesso aberto ao debate.


← Guerra de Informação · Voltar ao índice da Biblioteca · Zona Cinza →