Guerra de Informação

O eixo mais numeroso do acervo. Reúne a doutrina conjunta de defesa cibernética, a produção das escolas de comando sobre operações de informação e a literatura universitária que começa a tratar o tema fora do vocabulário militar.

21 títulos. Um documento doutrinário, oito teses, dissertações e trabalhos de conclusão, dez artigos, uma tradução e uma captura de página institucional.

Os arquivos não são publicados neste site. Cada entrada identifica a instituição, o ano e a paginação para que a versão oficial possa ser localizada na fonte. A cópia de estudo permanece no acervo interno do núcleo.


Doutrina

Doutrina Militar de Defesa Cibernética (MD31-M-07). BRASIL. Ministério da Defesa. Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Doutrina militar de defesa cibernética (MD31-M-07). 1. ed. Brasília: MD, 2014. 38 p. Aprovada pela Portaria Normativa nº 3.010/MD, de 18 de novembro de 2014.

Documento que fixa o vocabulário conjunto sobre o domínio cibernético: setores, graus de ameaça e responsabilidades. Há edição posterior em vigor. O acervo guarda a 1ª edição; a 2ª edição (2023) está disponível na fonte oficial e deve ser consultada para o estado atual da doutrina: gov.br/defesa. A 1ª edição está no repositório do Exército.


Teses, dissertações e trabalhos de conclusão

A doutrina San Zhan e as disputas por soberania — TRIPOLI, André. A doutrina San Zhan e as disputas por soberania: operações de informação aplicadas nos contenciosos no Mar do Sul da China. Dissertação (Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores) — Escola de Guerra Naval, Rio de Janeiro, 2020. 60 p.

Único trabalho do acervo dedicado à doutrina chinesa das Três Guerras aplicada a um teatro concreto. Peça central para o eixo comparado do núcleo.

O emprego das capacidades relacionadas à informação contra ameaças híbridas — MATTOS, Ozéias Braz de. O emprego das capacidades relacionadas à informação em operações contra ameaças híbridas. Monografia (Curso Superior) — Escola de Guerra Naval, Rio de Janeiro, 2022. 37 p.

Sustenta que o espectro híbrido é antigo na prática e se tornou mais atrativo com as tecnologias de informação; examina como as capacidades de informação respondem a ele.

Guerra do Afeganistão: o uso da informação pelos EUA — PINTO, Roberto Queiroz. Guerra do Afeganistão: o uso da informação e a comunicação dos EUA, de 2001 a 2006. Dissertação (Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores) — Escola de Guerra Naval, Rio de Janeiro, 2020. 70 p.

Estudo de caso sobre comunicação estratégica em conflito assimétrico. Serve ao contraste entre doutrina declarada e emprego efetivo.

A Marinha e a guerra centrada em rede — POSADA DA SILVA, Eduardo. A Marinha do Brasil e a era da informação: a aplicabilidade da guerra centrada em rede. Monografia (Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores) — Escola de Guerra Naval, Rio de Janeiro, 2011. 54 p.

Examina a transposição do conceito de network-centric warfare para a Marinha brasileira. Documento de época sobre a recepção da revolução nos assuntos militares.

A guerra cibernética nas operações de informação — PALUDETO, Vinicius Luis. A capacidade relacionada à informação de guerra cibernética nas operações de informação. Trabalho acadêmico (Especialização em Ciências Militares) — Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, Rio de Janeiro, 2020. 22 p.

Situa a guerra cibernética como capacidade dentro do quadro mais amplo das operações de informação, e discute seu uso como potencializador de efeito no campo de batalha.

Cyberwar: novas fronteiras da guerra — OLIVEIRA, Luis Henrique Almeida de. Cyberwar: novas fronteiras da guerra. Monografia (Especialização em Relações Internacionais) — Universidade de Brasília, Brasília, 2011. 78 p.

Pergunta se um ataque cibernético pode constituir ataque à soberania, e se o espaço cibernético configura domínio em que a soberania se exerce. Primeiro trabalho do acervo a tratar o tema pela chave jurídica.

Segurança cibernética no âmbito das relações internacionais — GALOYAN, Albert. Segurança cibernética no âmbito das relações internacionais. Monografia (Graduação em Relações Internacionais) — Universidade de Brasília, Brasília, 2019. 50 p.

Panorama introdutório sobre ameaças cibernéticas e cooperação internacional. Registro da entrada do tema na graduação em RI.

Poder informacional e desinformação — BRITO, Vladimir de Paula. Poder informacional e desinformação. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) — Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015. 552 p.

A tese mais extensa do acervo. Reconstrói a criação do poder informacional pelo Departamento de Defesa e pelas agências de inteligência dos Estados Unidos e o conjunto de instrumentos que o sustenta, incluindo as operações de informação. É a melhor peça do acervo para a genealogia norte-americana do conceito.


Artigos

Guerra de informação: o conceito em revisão sistemática — RIBEIRO, Ricardo de Queirós Batista; RIBEIRO, Silvar Ferreira. Guerra de informação: entendendo o conceito a partir de uma revisão sistemática do período de 2010 a 2020. Revista Agulhas Negras, Resende, v. 5, n. 6, p. 135-148, 2021. Disponível em: ebrevistas.eb.mil.br.

Revisão sistemática de literatura (2010–2020) em Periódicos CAPES, SciELO e Pepsic. Organiza o campo em três grupos — information operations, information warfare militar e information war psicossocial — e conclui que o último designa guerra cuja finalidade é persuadir mentes e corações. Os nomes dos autores não constam da cópia digital do acervo e foram confirmados na página da revista.

A guerra de informação: perspectivas de segurança e competitividade — DINIS, José António Henriques. Revista Militar, Lisboa, n. 2428, maio 2004. 51 p.

Panorama publicado em revista militar portuguesa, com preocupação econômica além da estritamente operacional. Útil como contraste europeu à produção brasileira.

A era da comunicação e a doutrina militar — MORGADO, Flávio Roberto Bezerra. A era da comunicação e suas repercussões para a doutrina militar. Artigo, 4 p.

Escrito por quem chefiava a Divisão de Doutrina da ECEME. Trata da adaptação da doutrina às tecnologias de comunicação. A publicação original não foi localizada em busca pública; a referência completa permanece pendente.

Visões sobre a guerra de informação: Boyd, Szafranski e a RMA — COSTA, João Gabriel Burmann da; SANTOS, Guilherme Henrique Simionato dos. In: IX ENABED — Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos de Defesa, Florianópolis, 2016. 19 p.

Aproxima a guerra de informação da teoria da cognição de Boyd (ciclo OODA) e da crítica de Szafranski. É o trabalho do acervo que mais diretamente antecipa o vocabulário cognitivo, e a ponte com a produção da UFRGS.

Guerras híbridas e fake news: a escalada da autoverdade — SOEIRO, Tiago de Moura; ARAÚJO, João Gabriel Nascimento de; MATOS, Francisco José Sobreira de. Revista Movimentos Sociais e Dinâmicas Espaciais, Recife, v. 9, n. 2, p. 55-69, 2020. DOI: 10.46802/rmsde.v9i2.247421.

Trata a desinformação como artifício das guerras híbridas voltado a desestabilizar bases conceituais e lideranças. Publicado fora do circuito de defesa, o que interessa à análise de difusão do vocabulário.

Guerra informacional no campo de batalha — SILVA, Sylvio Pessoa da; GOMES FILHO, Paulo Roberto da Silva. Guerra informacional no campo de batalha. Centro de Estudos Estratégicos do Exército: Análise Estratégica, v. 24, n. 2, p. 45-56, mar./maio 2022. Disponível em: ebrevistas.eb.mil.br.

Reconstitui a evolução dos meios de comunicação e sua apropriação militar até a dimensão informacional do combate contemporâneo.

Os conflitos cibernéticos como ameaça multidimensional — SENHORAS, Elói Martins et al. Os conflitos cibernéticos como uma ameaça multidimensional. Comunicação em congresso, Boa Vista, 2015. 12 p.

Discute as novas ameaças à segurança no ciberespaço a partir de comunidades epistêmicas e formuladores de política. O registro curricular do autor indica comunicação em congresso em 2015; os anais não foram localizados, e a referência completa permanece pendente.

Resgatando a essência das operações de informação na guerra convencional — BARBOZA, Carlos Eduardo de Matos; TEIXEIRA, Luís Henrique Vighi. Artigo, 12 p.

Parte de um diagnóstico interno: o entendimento do que são operações de informação varia entre integrantes do Exército, e parte da força ainda não percebeu seu potencial. Documento útil sobre a lacuna entre doutrina e compreensão.

Guerra híbrida e ciberconflitos: Síria e Rússia-Ucrânia — SOUZA, Deywisson Ronaldo Oliveira de; CASALUNGA, Fernando Henrique; PINHEIRO, Alane Costa; BARBOSA, Augusto Ferreira do Nascimento; MARINHO, Caroliny dos Santos; GUEDES, Matheus Guerra. Guerra híbrida e ciberconflitos: uma análise das ferramentas cibernéticas nos casos da Síria e conflito Rússia-Ucrânia. Revista Eletrônica da Estácio Recife, v. 5, n. 3, 2019. 17 p. Disponível em: reer.emnuvens.com.br.

Analisa ferramentas cibernéticas em dois casos, com atenção ao uso de redes sociais na Síria. A cópia do acervo traz outra ordem de autoria; a referência segue a página da revista.

A guerra pela verdade, as plataformas digitais e a instrumentalização da ciência — OLIVEIRA, Thaiane; GOMES, Laura Graziela; REY, José. A guerra pela verdade, as plataformas digitais e a instrumentalização da ciência. Universidade Federal Fluminense, abr. 2022. 5 p.

Examina a disputa pela verdade em plataformas e o uso político da ciência. Produção da comunicação social, não da defesa. O veículo original não consta da cópia, que é um depósito no ResearchGate, e não foi localizado em busca pública.


Traduções e documentos de origem não acadêmica

Como entender as informações como uma arma — HERRMANN, Jon. Understanding information as a weapon: the virtual reality/sand table model of information conflict. Military Review Online Exclusive, 2018. Disponível em: armyupress.army.mil.

Texto de oficial da reserva da Força Aérea dos Estados Unidos sobre simulação e treinamento, publicado como exclusivo on-line da Military Review. O acervo guarda a tradução brasileira, de 6 páginas.

A guerra na era da informação — Observatório Militar da Praia Vermelha. ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO. Observatório Militar da Praia Vermelha. A guerra na era da informação. Captura de página institucional, 6 p.

Captura de página do observatório da ECEME. Não é documento doutrinário; registra como a escola apresenta o tema ao público.


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